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Dia Internacional da Educação

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O Dia Internacional da Educação, celebrado em 24 de janeiro, foi instituído pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de reafirmar a educação como um direito humano fundamental, um bem público e um pilar indispensável para a paz, a justiça social e o desenvolvimento sustentável. A criação dessa data parte do reconhecimento de que não há democracia sólida sem educação pública, gratuita, laica e de qualidade para todas e todos.
No contexto atual, marcado pelo crescimento da extrema-direita em diversas partes do mundo, retomar a origem e o sentido dessa data torna-se ainda mais necessário. Não se trata apenas de celebrar a educação, mas de defendê-la como instrumento de emancipação humana e de fortalecimento da democracia. A educação não pode existir enquanto prática libertadora em sociedades onde a democracia é atacada, fragilizada ou negada.
A educação só cumpre plenamente seu papel social quando está inserida em um modelo democrático de sociedade, no qual são garantidas a liberdade de pensamento, a pluralidade de ideias, a valorização da ciência, da pesquisa e do conhecimento crítico, além do respeito aos direitos humanos. É nesse ambiente que a escola pode formar sujeitos críticos, capazes de compreender a realidade para além do saber escolar, aprendendo para a vida, para a convivência coletiva e para a transformação social.
Quando a democracia é enfraquecida, a educação também o é. Os ataques promovidos pela extrema-direita atingem diretamente a escola e o trabalho docente, provocando retrocessos na ciência, na pesquisa, no pensamento crítico e no acesso ao conhecimento amplo e libertador. Há tentativas permanentes de deslegitimar o saber científico, censurar debates, controlar currículos e silenciar educadores e educadoras, esvaziando a função social da educação e reduzindo a escola a um espaço técnico, acrítico e submisso.
Esse cenário é extremamente perigoso. Como nos alertava Paulo Freire, quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é se tornar opressor. Essa lógica perversa contribui para a construção de uma sociedade cada vez mais autoritária, violenta e abusiva, na qual se naturalizam a exclusão, o ódio e a negação de direitos. Ao retirar da educação seu caráter crítico e emancipador, reforçam-se as mesmas estruturas de dominação que historicamente oprimem a maioria da população.
Defender a educação é, portanto, defender a democracia. Celebrar o Dia Internacional da Educação é reafirmar que não aceitaremos retrocessos, que a escola deve ser um espaço de liberdade, de ciência, de pensamento crítico e de formação humana integral. Educação, democracia e justiça social caminham juntas e não há futuro possível sem elas.

admin

Feliz 2026!

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