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Dia Internacional do Direito à Verdade sobre Violações Graves dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas

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May be an image of text that says 'Dia Internacional pelo Direito à Verdade CPLP-SE CONFEDERAÇÃO SINDICAL DA DAEDUCAÇÃO DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA ...sem memória não há justiça, sem verdade não há democracia e sem educação não há transformação.'
A Confederação Sindical da Educação dos Países de Língua Portuguesa (CPLP-SE), neste Dia Internacional do Direito à Verdade sobre Violações Graves dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas, conclama todo o setor educacional a permanecer vigilante e comprometido com esse princípio fundamental: o direito de cada povo conhecer sua própria história.
A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas em 2010, para reafirmar a importância da memória, da justiça e da reparação às vítimas de graves violações de direitos humanos. O 24 de março foi escolhido em homenagem a Óscar Romero, arcebispo de San Salvador, assassinado em 1980 enquanto celebrava missa, por denunciar as violações cometidas contra o povo salvadorenho durante um período de intensa repressão e violência estatal em El Salvador. Seu martírio tornou-se símbolo da luta pela verdade, pela justiça e pela dignidade humana.
O que temos presenciado, em diversas partes do mundo, é o abandono, muitas vezes deliberado, de fatos históricos relevantes que demonstram o quão perversas podem ser determinadas ações políticas e conflitos armados para a humanidade. Guerras, golpes e ditaduras invadem a vida das pessoas, destroem direitos, silenciam vozes e tentam apagar memórias.
O crescimento da extrema-direita em vários países, as guerras impostas pelo imperialismo, tem trazido consigo uma tentativa sistemática de reescrever ou apagar a história. Crimes cometidos passam a ser relativizados. O Nazismo e o Fascismo, responsáveis por perseguições, torturas e pelo massacre de milhões de pessoas, são por vezes tratados como se fossem apenas “episódios menores” ou “interpretações possíveis”, desconsiderando o impacto devastador que deixaram na humanidade. Esse movimento de apagamento histórico é extremamente grave e perigoso.
A sociedade tem o direito de saber o que foi feito em seu nome e pelo Estado. O direito à verdade é condição para que não se repitam os mesmos erros, para que se fortaleça a democracia e para que se consolide uma cultura de direitos humanos.
Nesse contexto, a escola ocupa um papel central. É no espaço escolar que se constrói o conhecimento crítico, que se desenvolve a consciência histórica e que se formam cidadãos e cidadãs capazes de analisar a realidade com autonomia. As tentativas de censura ideológica, a perseguição a educadores e educadoras e o controle do conteúdo pedagógico revelam o quanto a educação é estratégica. Se há esforços para silenciar trabalhadores e trabalhadoras em educação é porque nosso papel é extraordinário.
A CPLP-SE reafirma seu compromisso com uma educação pública, gratuita, laica, democrática e de qualidade social, que valorize a memória histórica, promova o pensamento crítico e assegure o direito à verdade. Defender a verdade é defender a vida, a dignidade humana e o futuro das próximas gerações.
Neste Dia Internacional do Direito à Verdade, renovamos nossa convicção: sem memória não há justiça; sem verdade não há democracia; e sem educação crítica não há transformação social.
admin

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