
Neste Dia Internacional da Democracia, a CPLP Sindical da Educação reafirma que não há educação verdadeiramente libertadora, inclusiva e transformadora sem democracia.
Educar é formar sujeitos críticos e conscientes de seus direitos, capazes de conviver e respeitar as diferenças e de participar ativamente da construção de uma sociedade mais justa. Para isso, é indispensável garantir liberdade de expressão, pluralidade, participação social e respeito aos direitos humanos.
A história nos mostra que, sempre que a democracia é ameaçada ou restringida, a educação também sofre retrocessos. O autoritarismo e o avanço de projetos de extrema-direita colocam em risco a liberdade de ensinar e aprender, a diversidade, o pensamento crítico e o caráter público e emancipador da educação.
Os avanços tecnológicos, a inteligência artificial e os novos modos de comunicação também precisam estar a serviço da democracia. Em nome da liberdade de expressão, essas ferramentas não podem ser utilizadas para violar processos democráticos, disseminar desinformação, ampliar desigualdades ou promover exclusão e afastamento entre as pessoas. O acesso à inteligência artificial e às novas tecnologias deve ser compreendido como parte do direito à educação e à participação na sociedade contemporânea. Cabe à educação avançar nessa direção, garantindo que todos tenham acesso, conhecimento e condições de utilizar essas tecnologias de forma crítica, responsável, inclusiva e democrática.
Por isso, neste 15 de setembro, a CPLP Sindical da Educação reafirma seu compromisso com a defesa da democracia em todos os países e em todos os espaços da sociedade.
Defender a democracia é defender a educação.
Defender a educação é defender a transformação social.









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