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1º de Maio

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O 1º de Maio não nasceu da benevolência dos poderosos. Nasceu das ruas, das greves, do sangue e da coragem dos trabalhadores e trabalhadoras. Em 1886, em Chicago homens e mulheres ousaram enfrentar a exploração para afirmar que a vida vale mais do que o lucro e que nenhum ser humano deve existir apenas para enriquecer outros . Enfrentaram a violência, bombas e mortes de manifestantes.
Três anos depois, em 1889, a Segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, instituiu o 1º de Maio como o Dia Mundial de Luta dos Trabalhadores e trabalhadoras, em homenagem aos mártires de Chicago e à luta histórica da classe trabalhadora por direitos sociais, justiça e dignidade.
Esta data não é celebração vazia. É memória de combate. É o eco histórico de que cada direito conquistado como jornada digna, salário, descanso, previdência, saúde, educação, habitação foi conquistado pela força coletiva daqueles que se recusaram a viver de joelhos.
Como escreveu Bertolt Brecht: “Quem luta pode perder. Quem não luta já perdeu.”
Para a CPLP Sindical da Educação o 1º de Maio é trincheira e horizonte. É o dia em que reafirmamos, em toda a lusofonia, que a unidade da classe trabalhadora é mais necessária do que nunca diante de um sistema que reinventa velhas formas de exploração com novas máscaras. Chamam retirada de direitos de modernização. Chamam precarização de reforma. Chamam desigualdade de meritocracia. Mas sabemos reconhecer o velho projeto de dominação: enfraquecer o povo para ampliar privilégios.
Por isso, este é tempo de resistência organizada. Tempo de denunciar reformas laborais e previdenciárias que atacam conquistas históricas, de enfrentar a lógica neoliberal que transforma direitos em mercadoria e de afirmar, sem hesitação, que nenhum passo atrás é aceitável quando o que está em jogo é a dignidade humana.
Mas, neste tempo de guerras, de violência e de ofensivas imperialistas que atingem povos inteiros, o 1º de Maio também nos convoca a afirmar que a luta da classe trabalhadora é inseparável da defesa da paz, da vida e da soberania dos povos. Defender a paz é defender que nenhuma nação seja submetida, que nenhum povo seja destruído e que o sofrimento humano jamais seja tratado como estratégia de poder. A paz, para os trabalhadores e trabalhadoras, não é silêncio diante da injustiça, é justiça social, respeito entre as nações e o direito de cada povo decidir seu próprio destino.
A luta da classe trabalhadora não se separa da luta pela educação pública, pela saúde, pela habitação, pela segurança social, pela cultura, pelo lazer e pelo direito ao descanso. Todas essas dimensões fazem parte da dignidade humana.
Que este 1º de Maio nos convoque não apenas à lembrança, mas à ação. À defesa intransigente dos direitos históricos da classe trabalhadora, da educação pública, da justiça social, da paz e da solidariedade internacional entre os povos.
Sigamos juntos, porque nenhum direito foi presente. Tudo foi luta. E tudo o que vier também será.
Unidade, resistência e esperança : hoje e sempre.
admin

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