
Dia Mundial da Língua Portuguesa
Hoje, neste Dia Mundial da Língua Portuguesa, celebramos mais do que uma língua.
Celebramos encontros. Travessias. Resistências.
A língua portuguesa que nos une não é única, não é pura, não é estática.
Ela é viva. É atravessada por histórias, por dores, por culturas e por lutas.
É falada com diferentes sotaques, mas com uma mesma vontade: a de existir com dignidade.
Mas o que verdadeiramente nos une não é apenas a língua.
O que nos une é a solidariedade.
É a compreensão de que, em cada sala de aula, em cada escola, em cada território, em qualquer parte da lusofonia enfrentamos desafios comuns.
Nos une a defesa da escola pública.
Nos une a luta por valorização profissional.
Nos une a resistência contra a precarização do trabalho.
Nos une o compromisso com uma educação que liberte e não que aprisione.
A língua nos aproxima.
Mas é a luta sindical que nos fortalece.
Porque ser trabalhador e trabalhadora da educação é também ser sujeito político.
É compreender que ensinar é um ato profundamente transformador e, por isso mesmo, um ato político.
Quando nos organizamos, quando construímos coletivamente, quando nos reconhecemos como classe trabalhadora, rompemos fronteiras que a geografia tentou impor.
Hoje, falamos diferentes variações do português.
Mas gritamos a mesma palavra: direitos.
Hoje, escrevemos com diferentes ortografias.
Mas construímos o mesmo projeto: uma educação pública, democrática e de qualidade para todos e todas.
Que este dia não seja apenas de celebração,
mas de reafirmação do nosso compromisso coletivo.
Porque enquanto houver injustiça, haverá luta.
E enquanto houver luta, haverá esperança.









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