
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é uma data histórica de memória, resistência e mobilização das mulheres em todo o mundo. Sua origem está ligada às lutas das mulheres trabalhadoras por melhores condições de trabalho, direitos políticos e igualdade. Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou a data, reconhecendo internacionalmente a importância da luta das mulheres por direitos e justiça social.
No âmbito da Confederação Sindical da Educação dos Países de Língua Portuguesa (CPLP-SE), foi criado o Coletivo de Mulheres , um espaço de articulação e diálogo entre mulheres dos diferentes países que compõem a Confederação Sindical da Educação.
O coletivo foi lançado no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, durante uma live realizada pela CPLP-SE com o tema:
“Sem as mulheres, os direitos não são humanos.”
A partir desse encontro, o coletivo passou a se reunir mensalmente, sempre na última quinta-feira de cada mês, consolidando-se como um espaço de troca de experiências, reflexão política e fortalecimento da luta das mulheres na educação e na sociedade.
Neste 8 de Março, o Coletivo de Mulheres da Cplp-se, apresenta reflexões e contribuições trazidas por várias companheiras que integram esse espaço coletivo. Aqui destacamos algumas entre tantas mulheres que, em seus territórios e realidades, lutam diariamente contra a violência de gênero, contra retrocessos democráticos, pela igualdade de direitos, pela valorização do trabalho das mulheres e por políticas públicas que assegurem justiça social e equidade.
Entre os desafios comuns está também a desigual divisão do trabalho doméstico e de cuidados, ainda marcada por profundas desigualdades. Segundo dados da ONU Mulheres, as mulheres realizam cerca de três vezes mais trabalho doméstico e de cuidados não remunerado do que os homens, o que impacta diretamente sua autonomia econômica e sua participação plena na vida social e política.
São muitas realidades, diferentes contextos sociais, políticos e culturais, mas também muitas vivências e desejos compartilhados: o direito de viver sem violência, de trabalhar com dignidade, de participar plenamente da vida pública e de ter seus direitos respeitados.
O que une essas mulheres é a esperança e a determinação de que um dia não seja mais necessário lutar diariamente para garantir aquilo que deveria ser básico: a liberdade, a igualdade e a dignidade das mulheres em todas as sociedades.
Até lá, seguimos organizadas, solidárias e em luta.









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